Tenho poucos amigos; sempre tive poucos amigos, dois ou três - quatro no máximo. Com a idade, o número de amigos diminui, qual fio de cabelo. E sentimos cada vez mais saudades dos amigos de infância, aqueles que nos acompanharam até a adolescência e tomaram outra estrada. Às vezes, na intimidade que mantenho com minha caixinha de cerveja e meu fone de ouvido, lembro dos quatro amigos que tive nos idos de 94. Éramos como irmãos, éramos cinco, mesma geração, mesmos gostos (ou quase). Incontáveis engradados de cerveja devorados no forno belenense. Hoje tenho um grande amigo, mas não o vejo há meses. Superestimamos as amizades - até porque nem sempre temos tanto critério para eleger amigos.
parquet
sexta-feira, 27 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
Pra ser sincero, tô mesmo é fugindo de gente chata e pessimista. Ou nem todo mundo percebeu quão pra baixo todo mundo tá ficando - salvo as raras exceções, que evidentemente eu não conheço.
Incrível como perdi a vontade de sair, curtir a noite, boates, bares e afins. Mesmo um cineminha, pra passar o tempo e escapar à solidão num fim de semana sem namoro, não me ganha. No máximo uma saidinha pra correr e malhar um pouco...e o resto é internet, leitura e tênis na tv. Até os 25 isso era inimaginável....mas hj a realidade é outra. Aproveitei demais o que tinha que aproveitar - neste particular. E hj vejo o prazer em coisas, digamos, menos barulhentas, povoadas e suadas. O tempo tá levando parte dos meus cabelos - e grande parte da minha paciência; aumentando minha calvície - e meu mau humor. E ouvir "che gelida manina", a sós, com fone de ouvido e volume máximo, um tantinho assim de álcool. A vida vale a pena; é só ter cuidado nas escolhas.
